Instrumentos que estruturamos

Condições de referência de mercado. O custo final depende da garantia, do prazo e do risco da operação — nenhuma taxa aqui é proposta firme.

Três tipos de empreendimento, três estruturas de capital

O instrumento certo depende menos do valor procurado e mais do que está sendo construído.

A estrutura de garantias, com números

Garantia responde pelo pior cenário; a demanda responde pelo cenário base. Numa operação de financiamento à obra no mercado de capitais, o pacote é padronizado e as réguas são conhecidas de antemão — vale conhecê-las antes de negociar taxa.

80%é o teto de financiamento sobre o custo seco da obra. Os 20% restantes, no mínimo, saem de recurso próprio — e é esse aporte que destrava o primeiro desembolso do fundo.
130%de cobertura em duas medidas: a receita líquida do mês precisa ser 1,3× os juros do mês, e recebíveis somados ao estoque precisam ser 1,3× o valor aprovado.
3%do valor aprovado vai para um fundo de reserva, formado com a sobra de caixa mensal e usado no habite-se para abater principal.

O semáforo da cobertura

O índice é medido mês a mês durante a obra. Abaixo de 130% por mais de três meses consecutivos, o gatilho de execução permite ao fundo suspender aportes e assumir a SPE.

execuçãoatençãoconfortável

Quanto o imóvel sustenta — a garantia colateral

Esta régua vale para as operações com garantia colateral, isto é, lastreadas em um ativo que não é o empreendimento em si: o CGI Ponte e o giro de estoque. O LTV define quanto do lastro fica comprometido — e quanto sobra para a próxima operação.

Casa de condomínio e apartamento

Até 60%

Casa de rua

Até 50%

Loja e sala comercial

Até 40%

Galpão e terreno

Até 30%

Três números antes da taxa

A data da primeira amortização contra a data em que o projeto gera caixa — amortizar antes disso é pagar dívida com capital de giro. O LTV, que define o lastro que sobra. E a cobertura exigida, que compromete mais carteira do que o valor captado. Taxa é a quarta pergunta.

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